Vinyl Will Kill

Eles têm duas a oito polegadas de altura e estão conquistando o mundo. Os “art toys” são a mais nova categoria de objeto de desejo na convergência de arte, design, moda e cultura pop. As pequenas figuras em vinil, sempre em edição limitada, e frequentemente criadas ou customizadas por artistas estabelecidos como Gary Baseman, Tim Biskup ou Bill McMullen, já foram apropriados pela revista Visionaire, por marcas fashion como DKNY ou Adidas, e pela loja-cult Colette. Os melhores art toys, é claro, vêm do Japão ou de Hong Kong, onde nasceu o fenômeno – como os cultuados Qees (pronuncia-se como “keys”), disponíveis em formato de mesa ou chaveirinhos, e que já foram expostos em galerias de arte do mundo todo.
Um ótimo livro que documenta o fenômeno, mostrando o processo de criação dos brinquedinhos e trazendo entrevistas com os principais artistas e fabricantes, é o Vinyl Will Kill.
(Justiça seja feita: quem começou tudo isso, nos longínquos anos 80, foi Keith Haring. Em 86, já então um artista exposto em galerias do mundo todo, Haring abriu a Pop Shop em NY, que vendia suas figuras características em camisetas, objetos e bonequinhos de plástico. Na época, o mundo da arte se escandalizou com a mistura de arte e comércio de massa. A Pop Shop fechou as portas em 2005, em plena explosão dos Art Toys.)

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